Velório de Chorão é marcado por tumultos e silêncio dos familiares

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Grande número de pessoas causou tumulto no início do velório do músico Foto: Natalia Julio / Terra

Familiares, amigos e milhares de fãs compareceram ao velório de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, do Charlie Brown Jr.,na quadra da Arena Santos, na Baixada Santista, na noite da última quarta-feira (8).

 

Além das homenagens de fãs e do pesar dos familiares, o que marcou as primeiras horas do velório de Chorão foram alguns tumultos causados por multidões que eram impedidas de entrar, e a discrição dos amigos mais próximos do cantor, que preservaram a imagem de Chorão e optaram por não dar entrevistas. Nas filas, esperando para dar o último adeus ao vocalista, encontrado morto em seu apartamento em Pinheiros durante a manhã, havia curiosos e fãs visivelmente emocionados.

 

Logo após o caixão chegar ao local, por volta das 22h, centenas de pessoas se aglomeraram em um portão lateral, dedicado para familiares próximos, a imprensa e a passagem de veículos. Buscando evitar a fila que dava a volta no quarteirão, eles tentaram entrar por ali, o que causou um tumulto que durou horas.

Houve muito empurra-empurra, choro e brigas, e a entrada a boa parte dos funcionários da imprensa foi negada. Membros da Sangue Jovem, torcida do Santos, também tentavam entrar por lá, para “proteger as faixas”, e a situação complicou. A segurança precisou fazer uma barreira humana para impedir o acesso, e a grade do portão foi empurrada diversas vezes.

 

Camila Tumolo, 29 anos, e a amiga Gabriela Fernandes, 24, estavam inconsoláveis. Há mais de 3 horas tentando entrar no velório, elas se diziam “arrasadas” – ambas pertencem a um dos fã-clubes mais antigos da banda, Família Charlie Brown. “Conhecemos ele pessoalmente e tem gente lá dentro (no velório) que ele nem gostava”, lamentou Camila.

 

Ainda se recuperando de uma cirurgia no tendão, o ajudante geral Cleyton de Andrade, 35 anos, também penou. “Peguei chuva e não tinha informação, o problema foi esse. Cada um falava uma coisa”, reclamou, destacando que foi favorecido na entrada por estar com as muletas. Ele disse ainda que Chorão estava irreconhecível no caixão. “Dá pra duvidar se é ele mesmo. Não está a cara do Chorão. A bandeira (do Santos FC e do Brasil) vem até o pescoço”, afirmou.

Apenas familiares e pessoas próximas ao vocalista podiam se aproximar do caixão, que estava no centro da quadra da Arena. Os fãs só tinham acesso à área externa, próxima às arquibancadas, e não podiam parar para ver o caixão.

Abatidos, a grande maioria dos fãs parece desejar que a banda seja extinta com a morte de Chorão. “Sem Chorão não há Charlie Brown”, afirmou o estudante Vinícius Freitas, de 19 anos. Para os amigos William Beltrame, 23, e Rodrigo Ramos, 20, ambos analistas de sistemas, a banda deve finalizar as gravações comportas e então acabar. “O Chorão ensinava a viver. É a pessoa que formou a gente”, afirmou William, aos prantos. Eles foram de Itapecerica da Serra para Santos somente para prestigiar o velório do vocalista.

 

Entre as personalidades presentes, estavam Di Ferrero e Conrado Grandino, do NX Zero, membros da banda como Champignon, o skatista Sandro Dias (Mineirinho), Marco Antônio e os atores Sandro Pedroso e Alexandre Frota.

Reservados, familiares e amigos preferiram não se expôr à mídia. O baixista Champignon estava abatido, usando camiseta preta e óculos escuros, e preferiu não dar entrevista, assim como o guitarrista Thiago Castanho.

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